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Alexandre Pontes
Alexandre Pontes

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Provocações sobre um dia ordinário no desenvolvimento de software

Olha, programar é interessante para o leigo.

Para o profissional, é uma descoberta sem fim. E que pode tornar-se entediante.

Eu sempre curti Ciências, em particular, Matemática e Física. Mas moro num país que não permite que a maior parte de pessoas como eu possam investir em viver disso. Então precisamos dançar conforme a música.

Programar foi o que sobrou como alternativa de carreira mais rentável no longo prazo.

Não vou mentir que faz tempo que não tenho brilho nos olhos para enfrentar novos desafios. Chegar a uma espécie de platô de carreira sem ter nem 10 anos de experiência parece ser um discurso baseado em "coitadismo". Mas é verdade. Simples assim.

Logo, como um adulto, precisamos encarar a vida como ela é e entender o que pode ser feito para tornar os dias menos dolorosos. Talvez não tão prazerosos quanto seria se eu fizesse algo que realmente me fizesse brilhar os olhos. Mas suficientemente interessantes para manter cada raiar do sol com mais propósito. Mais direcionamento.

Neste interim, me vejo olhando para baixo. Não como alguém desanimado. Mas buscando as raízes. Talvez, se entendermos de onde as coisas vêm, consigamos ter ideias mais sustentáveis e, por assim dizer, mais inspiradoras.

A vida não pode se resumir a resolver somente problemas dos outros, sabe? De fato, resolver a dos outros nos permite ganhar dinheiro, por exemplo. Princípio básico. Mas, ainda somos seres que pensam. Que se reproduzem. Seja fisicamente, seja no mundo das ideias. As ideias precisam se reproduzir em obras que ecoem nossa personalidade.

Não vale a pena ser, em vida, como o personagem Brás Cubas, de Machado de Assis. Após morto, escrever suas memórias póstumas de quem gostaria de viver uma vida que valesse a pena ser vivida.

A vida é aqui e agora.

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